Quero parabenizar quatro mães cujos nomes não conheço. Quatro mães que tiveram a coragem de desmontar os comentários anónimos que, de quando a quando, varrem os nossos blogs como uma corrente de ar fria. Com efeito, esta manhã, depois de publicar o primeiro texto do dia, fiz a habitual visita ao Baby Boom, portal que eu acompanho desde a gravidez da Joana. A coluna das mensagens chamou-me a atenção com um link para um blog que faz referência a uma “anónima”. Movida pela curiosidade, entro no blog. Leio de alto a baixo. Não sei se pestanejei, não sei se me movi na cadeira. Mas no fim apeteceu-me bater palmas porque não vejo qual a necessidade das pessoas se escudarem por detrás de um rótulo que nada diz: Anónimo/a. Como te chamas? Anónimo/a. Quem és tu? Anónimo/a. E, para mais, de utilizarem esta capa opaca para depositarem as suas frustrações, angústias, problemas, nos outros. Como se os outros fossem uma espécie de saco de pancada. Os anónimos são como ervas daninhas: entram sem serem convidados e, muito resumidamente, são pequeninos em tudo. Sobretudo nas palavras, na educação, no bom senso, na integridade, na humildade, no respeito. Nos valores básicos. Gostei do texto pela sua exposição mas, ao mesmo tempo, não pude deixar de ficar inquieta ou até mesmo triste com o que vai dentro de algumas pessoas que, assinando como “Anónimo/a”, visitam os nossos blogs. É como se fosse uma espécie de assalto em plena luz do dia.
Já fui leitora e membro do fórum que é descrito no texto. Deixei de o ser por me terem faltado ao respeito. Participo noutros espaços em que a opinião não é monopolizada por uma ou duas pessoas que depois gostam de visitar os blogs, semeando discórdias e o que o ser humano tem de pior: a falsidade, a hipocrisia, a crueldade. Mas, como o que estas pessoas realmente necessitam é de atenção e de publicidade (gratuita), optei por apenas vos informar deste link (http://www.sissyfachada.blogspot.com/) e depois, sinceramente, vou eliminar este texto. Não faz sentido dedicar mais tempo nem espaço a anónimos. Sejam felizes, é o que eu mais desejo!
Sábado, 11 de Julho de 2009
A desmistificação do/a anónimo/a
Etiquetas: blog
A importância do auto-conceito
Ter um bom autoconceito é fundamental para o equilíbrio emocional da criança.
Uma criança com uma boa auto-estima e confiar nas suas capacidades irá apresentar perante o mundo que a rodeia uma atitude positiva e de descoberta essencial para o seu desenvolvimento cognitivo e afectivo. Por outro lado, uma criança que não sinta confiança nas suas próprias capacidades, que tenha demasiados medos e se sinta muito insegura, verbalizando frequentemente sentimentos de incompetência, irá diminuir o número de experiências sobre o meio que a rodeia, não arriscando e desistindo, o que trará consequências negativas para o seu desenvolvimento. Quando se avalia o autoconceito há que ter em conta diversos critérios que concorrem para que cada criança desenvolva uma autopercepção mais ou menos positiva: aparência física, competência atlética, competência académica (aquisição de competências formais e/ou informais), aceitação social e sentimento geral de bem-estar.
Como se pode definir?
Na literatura existem diversas definições para o autoconceito, como por exemplo a de de Pajares e Miller (1994) que consideram o auto-conceito como um conjunto de crenças de autovalorização, associadas à competência percebida de um sujeito. Desta forma, o auto-conceito pode ser entendido como a atitude valorativa que um indivíduo tem sobre si mesmo e o quanto ele se sente capaz de realizar alguma tarefa. Outra definição, igualmente interessante, é a de Villa Sanchez e Murachco (1999) que definem o autoconceito como o conjunto de atitudes que um indivíduo tem para consigo mesmo e que é composto por elementos cognitivos, afectivos e comportamentais com uma influência decisiva na maneira como cada um percebe os acontecimentos, os objectos e as outras pessoas no seu meio ambiente.
Como se constrói?
Os alicerces de um bom autoconceito baseiam--se nas relações que a criança estabelece com os seus cuidadores durante os três primeiros anos de vida, nomeadamente a partir do sentimento de ser profundamente amada, aceite e valorizada pelas pessoas significativas. O amor incondicional e a aceitação experienciada nos primeiros três anos de vida criam a estrutura emocional para o amor-próprio posterior, e tornam a criança mais segura e com mais capacidade para lidar com críticas ocasionais e avaliações negativas que geralmente acompanham a socialização da criança na comunidade.
À medida que ela cresce, a sociedade começa a impor critérios mais rigorosos e condições para dar amor e aceitação. Se os sentimentos precoces de amor e aceitação recebidos dos pais e de outros cuidadores foram verdadeiros e saudáveis, estarão profundamente enraizados na personalidade da criança de forma que ela terá condições de resistir com mais facilidade às prováveis rejeições, incompreensões e repressões dos anos posteriores.
Da mesma forma, influências negativas presentes na nossa infância podem conduzir a um baixo autoconceito, tais como: críticas, rejeições, humilhações, abandono, desvalo-rizações e perdas. É importante frisar que a construção dessa percepção negativa de si mesmo é o resultado de interacções sociais (familiares, escolares, entre outras...) onde a criança vivencia situações onde é colocada numa posição em que se sente inferiorizada e com sentimentos de incapacidade.
Efectivamente, as crianças não decidem como querem ser ou como vão reagir perante determinada situação, mas formam auto-imagens baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, como os pais, professores, irmãos e amigos. Se as relações estabelecidas nos primeiros anos não forem seguras e gratificantes, a criança po-derá tornar-se um indivíduo que age tentando agradar aos outros para evitar rejeições, conflitos e confrontos, construindo um conceito negativo sobre as suas próprias capacidades. Se o nosso objectivo é criar crianças felizes que se transformem em adultos realizados, será então fundamental que estas sintam confiança nas suas capacidades e que gostem de si.
Uma criança que se sinta amada e valorizada, com espaço para aprender com os seus erros e continuar a evoluir, capaz de perceber os limites, mais facilmente se sentirá integrada nos espaços sociais em que se movimenta - família, escola e amigos. Sem um bom autoconceito, dificilmente ela enfrentará os seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com autoconceito positivo é mais activa, desenvolve melhores competências sociais, tem sentido de humor, participa activamente na vida diária da família e da escola, lida melhor com o erro, sendo globalmente mais feliz, confiante, alegre e afectiva. A felicidade das crianças passa pelo amor, não pelos bens materiais.
Há que estimular a criança mais para o ser do que para o ter - assim desenvolverá competências emocionais e pessoais que a ajudarão toda a vida a construir mais momentos de felicidade. Ajudarmos os mais pequenos a ter um bom autoconceito passa por mostrar-lhes quanto eles são importantes, fazê-los acreditar que são capazes, nunca fazer pela criança mas dar-lhe oportunidades para experimentar e aprender; como diz um antigo provérbio chinês: “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, aproveitando as rotinas e as oportunidades do dia-a-dia para que cada criança goste de si e esteja bem consigo própria de forma a poder querer estar com o outro e descobrir o mundo.
Como se desenvolve
Como podemos ajudar a criança a desenvolver um bom autoconceito? Siga estes conselhos:
– Transmitir à criança amor incondicional. Em situações em que a crítica se torna necessária, usá-la construtivamente, focalizando-a no comportamento e nunca nas características negativas da criança.
– Encorajar a criança a desempenhar algumas tarefas sozinha, desde que adequadas ao seu nível de desenvolvimento; deixá-la experimentar, deixá-la errar, encarando sempre os insucessos como oportunidades de aprendizagem (erro construtivo). Deste modo, a criança irá aceitar-se a si própria com as suas virtudes e limitações, estando assim a alimentar a sua auto-estima.
– Acompanhar e reforçar os sucessos da criança, valorizando o esforço em detrimento do resultado final, encorajando-a nos momentos de maior dificuldade a atingir objectivos - sejam eles de aquisição de competências ou relacionais, procurando que não desista ou, em determinados casos, ensiná-la a lidar com a frustração (desenvolvendo a resiliência).
– Estimular a criança de forma positiva, fazendo-a pensar em objectivos, capacitando-a para sonhar, sendo um agente facilitador desse processo, nunca substituindo a criança.
– Procurar diminuir o número de “nãos”, estando, pelo contrário mais atentos aos comportamentos adequados da criança que devem ser reforçados positivamente. – Ser um modelo positivo: pais e educadores com um bom autoconceito vão transmitir imagens positivas à criança.
– Estilos educativos democráticos, com limites e regras firmes e com padrões de justiça e não de opressão, ajudam a criança a desenvolver a confiança em si própria pois sentir-se-á segura do ponto de vista emocional. Modelos educativos baseados no autoritarismo ou na permissividade contribuem para desenvolver um baixo autoconceito.
– Ajudar a criança a desenvolver um sentido crítico e a saber optar, desenvolver o julgamento moral, valorizar a capacidade de pensamento, reflectindo em conjunto sobre as soluções possíveis, permitindo que a criança tome decisões e enfrente as consequências dessas decisões.
- Encontrar momentos verdadeiros de comunicação, na família e em meio escolar, onde todos os elementos podem comunicar vivências e partilhar emoções, os seus sucessos e insucessos, devendo os adultos actuar enquanto modelos positivos. Desenvolver actividades conjuntas, onde adultos e crianças tenham efectivamente prazer promoverá uma maior coesão e, como tal, maior bem-estar.
Autoria: Dra Filomena Santos Silva, Psicóloga in Sapo Bebé (http://familia.sapo.pt/crianca/emocoes/coisas_de_crianca/1002194.html)
Etiquetas: desenvolvimento infantil
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
O vosso feedback
Amamentação de bebés que bolçam
A maioria dos bebés bolça, ou seja, rejeita algum do leite ingerido, ou a seguir à mamada ou algum tempo depois. Este facto denomina-se de refluxo fisiológico e deve-se à imaturidade do sistema digestivo, em particular do esófago (tubo que faz a ligação entre a boca e o estômago), que não consegue evitar que algum do conteúdo estomacal suba até à boca. Apesar de parecer que o leite rejeitado é em grande quantidade, a mãe não deve preocupar-se se o bebé apresenta um ar saudável, se continuar com dejecções e micções frequentes e se se verificar o seu continuado aumento de peso.No caso do bebé que é amamentado, surge uma particular tensão com este problema fisiológico pois a mamã receia que o seu bebé perca alimento e não possa, em pouco tempo, repô-lo.
Saiba que, para os bebés que bolçam, pode ter os seguintes cuidados:
- Mamadas mais frequentes (sempre que o bebé der sinais de interesse em mamar), assim o leite ingerido será menor e de digestão mais fácil;
- Dar de mamar numa posição mais inclinada, mantendo o bebé quase sentado;
- Para os bebés mais irrequietos a mamar, tente o máximo de contacto pele a pele, amamente em andamento (andando ou embalando o bebé com movimentos suaves), no banho ou enquanto o bebé dorme;
- Uma boa pega é importante para diminuir a entrada de ar durante as mamadas;
- Permitir ao bebé esvaziar o primeiro peito antes de oferecer o outro, deixando que seja este a largar o peito ou que pare de mamar e não interrompendo a mamada para trocar de peito, alternar de peito várias vezes ou cedo demais pode fazer com que o bebé bolce mais;
- Para os bebés que querem mamar frequentemente, tente oferecer uma mama em cada mamada, em vez das duas mamas na mesma mamada;
- Deixe o bebé mamar o tempo que desejar, mesmo que já não esteja a ingerir leite, pois isto faz com que o bebé acalme e esvazie o estômago mais facilmente;
- Evite movimentos rápidos e desnecessários a seguir à mamada;
- O bebé pode sentir-se mais confortável se mantiver uma posição vertical a seguir à mamada, deitá-lo apenas algum tempo depois de mamar e elevar a cabeceira da cama podem ser boas ajudas.Todos os bebés são diferentes, por isso deve estar atenta aos sinais do seu bebé para avaliar quais das dicas sugeridas aliviam os sintomas do refluxo.
O que pode a mãe fazer para diminuir o refluxo do bebé?
- Amamentar! O refluxo é menos comum em bebés amamentados, e mesmo os bebés amamentados que têm refluxo, têm menos episódios de refluxo e estes são mais curtos, e o refluxo à noite é menos grave. O leite materno sendo de mais fácil digestão, é facilmente encaminhado para o intestino, deixando o estômago vazio e impedindo assim o refluxo;
- Acalme-se, e assim o bebé estará mais calmo, logo terá menos refluxo;
- Eliminar a exposição do bebé a ambientes com fumos, pois é um factor que contribui para o refluxo;
- Reduzir ou eliminar a cafeína, excesso de cafeína na dieta da mãe pode contribuir para o refluxo;
- Alguns bebés poderão ter refluxo devido a alergia a algum alimento na dieta da mãe, a maioria poderá ser causado devido ao leite de vaca. Neste caso, experimente retirar o leite de vaca ou o alimento de que suspeite durante duas semanas da sua alimentação. Fique atenta às melhoras: se notar melhorias evite ou elimine esse alimento, substituindo por outros alimentos com semelhante valor nutricional. Contudo, tratando-se de alergia, o bebé pode ter outros sintomas além do refluxo;
- Altere a posição do seu bebé: o refluxo é pior se o bebé estiver completamente deitado. Utilize um porta-bebés para manter o bebé erecto durante mais tempo;
- Evite comprimir o abdómen do bebé, mantendo a roupa larga e a fralda pouco apertada podem ajudar; evite posições em que tenha de dobrar o bebé, por exemplo vire o bebé de lado, em vez de aproximar os pés da barriga quando muda a fralda;
- A posição que diminui melhor o refluxo é de barriga para baixo, mas esta apenas deve ser utilizada se o bebé estiver acordado e sempre vigiado por um adulto. Poderá colocá-lo de lado sob o lado esquerdo, pois a pressão do estômago assim é menor.Mais uma vez, recomenda-se que verifique o que resulta melhor com o seu bebé e vá adaptando as recomendações conforme verificar melhorias, ou não, no seu bebé.
Segundo o Dr. Carlos Gonzalez: “A amamentação é particularmente recomendável nestes casos, pois diminui a duração dos episódios de refluxo. Por outro lado, os alimentos espessados (como os leites anti-regurgitantes) são praticamente inúteis no tratamento do refluxo. Constitui um erro grave desmamar uma criança para lhe dar um destes leites.” – Manual Prático do Aleitamento Materno, página 231.
O refluxo vai diminuindo com a maturidade do sistema digestivo, e a maioria dos bebés deixa de bolçar até ao primeiro ano de idade. A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebés sejam amamentados em exclusivo até aos 6 meses e complementando com outros alimentos até pelo menos aos 2 anos, e os bebés com refluxo devem também seguir esta recomendação, pois as vantagens da amamentação sobrepõem-se aos incómodos do refluxo.
Autoria: Patrícia PaivaConselheira em Aleitamento Materno (OMS/UNICEF) in BabySol (http://www.solangeburri.blogspot.com/)
Etiquetas: amamentação
As minhas poupanças
Começam aqui, neste porta-moedas da Hello Kitty, já com dois cartões (expirados): um da CGD e outro da FNAC. Ah, e uma moeda de 50cts que a mãe me deu!
Etiquetas: pais e filhos
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
É daqui a um mês...
...que eu vou ser bebé!
Sempre fui uma criança pequena relativamente aos meus anos: fico entusiasmada, com borboletas na barriga, a fazer a contagem decrescente para o dia 09/08 :-)
E para descobrir as surpresas?! Ui...sou terrivel!
Etiquetas: aniversários
Viciantes!
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
A amizade na primeira infância
Desempenha um papel fundamental no desenvolvimento harmonioso da criança, contribuindo para um maior equilíbrio na idade adulta.
A maioria de nós recorda com saudade as amizades do início de vida. Alguns têm a sorte de conservá-las até à vida adulta, enquanto outros nem sequer se lembram dos nomes, no entanto foi com essas pessoas que compartilhámos as nossas primeiras descobertas, descobrimos um significado mais abrangente para palavras como estima, camaradagem e entendimento.
Embora a criança até os quatro ou cinco anos de idade esteja a vivenciar um mundo muito centrado nela mesma, nas suas percepções e sensações sobre tudo, as experiências relacionadas com as amizades desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento posterior, e as lembranças sobre amigos queridos, dias felizes e brincadeiras agradáveis serão fundamentais para um crescimento saudável.
Nos primeiros meses de vida a criança relaciona-se basicamente com a sua família mais íntima, tais como pais, irmãos, avós e tios. Ao ingressar nas creches e infantários dá-se início ao processo de socialização e começam a estabelecer-se laços afectivos fora do núcleo familiar.
É um momento de descoberta! Crianças pequenas, grandes, semelhantes, diferentes, gentis, hostis, alegres, tristes. Quantas personalidades! Primeiro, é o momento de observar, o que pode levar minutos ou dias. Depois inicia-se a interacção com aproximações mais arrojadas, ou mais tímidas…
A importância do modelo familiar
Nesta etapa é muito importante o modelo que se faz a partir dos pais, dos seus amigos e da relação que têm com eles. Crianças que convivem com pessoas diferentes no seu ambiente e cuja família valoriza os amigos, apresentam maior facilidade em estabelecer laços de amizade.
Acredita-se que a amizade estimula o psiquismo, produzindo benefícios tanto para a saúde física como para a saúde mental, pois são activadas áreas do cérebro e libertadas hormonas que favorecem a alegria e o bem-estar.
Em especial nos primeiros anos de vida, a experiência da amizade ajuda-nos a crescer e amadurecer, colaborando na formação da nossa personalidade e no estabelecimento das relações com os que nos rodeiam. Pesquisas nesta área demonstram que a colaboração, o intercâmbio e o reconhecimento do outro diminuem a agressividade, a desconfiança ou a própria tensão.
A alegria compartilhada e o apoio emocional vivenciado activam o sistema imunológico e, por conseqüência, a homeóstase, que é a tendência à estabilidade do meio interno do organismo. A amizade na primeira infância desempenha um papel fundamental, pois são esses laços de afecto que nos sustentam a vida inteira. A infância é um momento onde, através das brincadeiras, aprendemos o que significa o conforto nos momentos tristes, o dividir as nossas alegrias, o sentido de cooperação, a lealdade e a solidariedade.
Da infância, à idade adulta… a mesma resposta emocional
Ao relacionar-se com os outros, a criança descobre que algumas regras devem ser obedecidas e, assim, começa a consciencializar-se de muitos aspectos sobre a convivência em grupo, tais como a percepção de estar junto com o outro, o respeito, os limites, a frustração, a necessidade de se expressar melhor, o compartilhar.
Começa então a adquirir um conhecimento melhor de si mesma e do Mundo, na medida em que também vai amadurecendo. Observa-se, nas amizades na infância, dois lados opostos nos relacionamentos: um positivo, que se refere à cooperação e apoio social, e um negativo, que evidencia os conflitos e a agressividade. Também se pode observar a competitividade, a qual parece ser maior entre amigos do que em actividades com estranhos.
E igualmente se acredita existir uma atração entre as crianças agressivas, de onde resulta que os conflitos entre elas também sejam grandes. A tendência é a constante tentativa de dominação por parte dos agressivos, que leva ao afastamento das crianças mais dóceis e de fácil cooperação, que não compreendem esse tipo de comportamento.
Os mais tímidos e menos reactivos, são muitas vezes subjugados pelos mais agressivos. Tais reacções comportamentais são os primeiros indícios de como será a resposta emocional dessas crianças quando forem adultas. Portanto, é importantíssimo que saibamos orientá-los, nesta fase, para a melhor atitude…
Aceitar as crianças especiais
Os amigos são uma importante fonte de apoio emocional. A amizade interfere diretamente na qualidade de vida da criança, inclusive daquelas com necessidades especiais. A presença de deficiência física e/ou mental dificulta o estabelecimento e a manutenção das amizades devido às diversas limitações existentes.
Embora muitas crianças tenham atitudes favoráveis em relação àquelas com deficiências, elas rapidamente percebem as dificuldades que existem na manutenção da relação e às vezes acabam por afastar-se, por não sentirem/perceberem a contrapartida.
Cabe aos pais e educadores esclarecer que nem todos reagem da mesma maneira, e que determinados gestos são o melhor que uma pessoa pode dar. Conscientes disso, as crianças não colocam barreiras aos relacionamentos.
Vale a pena citar o psicanalista Jorge Forbes: "A amizade de infância não é qualquer uma, tem um diferencial ligado ao facto de ter sido estabelecida numa época anterior aos julgamentos e preferências da idade adulta, quando todos sofrem interferência dos interesses sociais".
De facto, uma amizade de infância é uma lembrança boa que nos irá acompanhar pelo resto de nossas vidas e trazer um sorriso aos lábios sempre que nos recordarmos dela. Estimule a sua criança, para que também ela possa ter essa vivência feliz.
Como ajudar a criança a fazer amizades
Como detectar se ela tem problemas em estabelecer amizades:
1. Verifique junto aos educadores como é que sua criança se comporta na sala de aula e nas horas de intervalo, onde há a possibilidade para participar em brincadeiras e cultivar amigos. Pergunte se ela se relaciona com os demais, ou se é tímida.
2. Observe o que acontece quando você sai com o seu filho. Numa ida ao parque, ele aproxima-se de outras crianças? Como é que ele se relaciona com as crianças da família? Como reage quando recebem visitas?
O que fazer para ajudara criança a libertar-se da timidez?
1. Em primeiro lugar, lembre-se de que cada um de nós tem uma forma de expressar a sua personalidade, e nem sempre pais extrovertidos terão filhos iguais - e vice-versa. Não exija que o seu filho tenha de ser igual a si… Respeite-o pela forma como ele é.
2. Outros lugares onde o seu filho pode formar amigos são as aulas de desporto, canto, dança ou idiomas. Inscreva-o numa dessas actividades, mas verifique primeiro se isso lhe dá prazer e se existem outras crianças da idade dele.
3. Convide amiguinhos para um lanche ou almoço. Mais uns anos e os amiguinhos podem passar um dia, uma noite, na sua casa. E também vai chegar o momento do seu filho ir dormir na casa do colega...
4. Leve-o às festas dos amiguinhos. É importante, para que o vínculo da amizade ultrapasse a escola.
5. Nas férias, dê preferência a lugares onde existam actividades em grupo para crianças. Um ambiente novo pode ser um bom estímulo aos relacionamentos.
Autoria: Thaís Delboni, Psicóloga e Terapeuta Floral in Sapo Bebé
Etiquetas: amizade
Shop until you drop!
E fizemos jus a esta expressão britânica no passado Sábado, em que passei a tarde com a minha mãe no El Corte Inglès. Fenomenal, obrigada mãe, apesar de termos ficado com as pernas e os pés numa lástima! Até eu me sentava nas escadas rolantes :-)












Um par de crocks, lindas!
Etiquetas: baptizado, brinquedos, calçado infantil, vestuário infantil
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Sondagem DoBebé.com
A pedido do portal DoBebé (http://www.dobebe.com) eis que vos apresento uma sondagem que está a decorrer e que incide sobre as revistas de puericultura e respectivos temas.
2- Quais as secções que mais gosta de ler? (especifique tanto quanto possivel...saúde,beleza, etc)
3- Que outras secções gostaria que a sua revista favorita tivesse? (especifique tanto quanto possivel...saúde,beleza, etc)
4- Quais os temas que mais lhe interessam? (especifique tanto quanto possivel...saúde,beleza, etc)
5- Acha que as revistas estão caras?
6- Tem outras sugestões que gostaria de nos enviar acerca de Temas ou Novas Secções para revistas de Puericultura.
Todas as respostas deverão ser enviadas para aras@icetone.net
Etiquetas: diversos
Mitos da gravidez - Parte II
Inicio este texto com um obrigada pelo vosso feedback relativamente ao tema relativo aos mitos da gravidez. Realmente alguns deles são mesmo inusitados! Quando eu engravidei, disseram-me igualmente que se a barriga fosse bicuda eu poderia esperar um menino; que se a minha cara parecesse inchada que seria uma menina; que, se tivesse muita azia, teria um bebé com muito cabelo. Penso que o conselho mais fundamentado que recebi foi o de lavar legumes e frutas em Amukina, para evitar enchidos e carnes mal passadas (incluido fiambre e afins) uma vez que não sou imune à toxoplasmose.
Como já tive ocasião de vos contar, a minha colega de trabalho Helena encontra-se grávida e como a nossa equipa é apenas composta por mulheres, todos os dias falamos sobre o tema da gravidez.
Como em tudo, existem conselhos pertinentes e outros que geram autênticos debates. Vejamos alguns exemplos:

Etiquetas: gravidez
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
O temperamento
“És igual ao teu pai: para adormecer era um castigo!” ou “Também não gostas que se aproximem muito de ti, a tua mãe esperneava de imediato quando era assim pequenina como tu!”.Quem de nós ainda não se deparou com observações semelhantes, sobretudo de familiares, em relação ao temperamento do nosso bebé? Basta retrocedermos às primeiras horas de vida do nosso filho para ouvirmos um “É a cara do pai” ou “Tem a boquinha da mãe”. Depois destes e de outros traços físicos, primeiramente enunciados, seguem-se, à medida que o bebé se desenvolve, observações acerca das características de personalidade do bebé.O que entendemos, então, por temperamento? Segundo os autores Alexander Thomas e Stella Chess (1977), temperamento é o modo característico da pessoa de abordar ou reagir a pessoas ou situações. Assim, o temperamento é um conceito deveras útil para os pais na medida em que estes poderão avaliar, prever e compreender as reacções do filho com uma crescente facilidade.De acordo com o pediatra T. Berry Brazelton (2006), os pais saberão assim quando o bebé está a agir de acordo com o seu “eu usual” e quando não está. Por exemplo, o bebé poderá não estar a agir de acordo com o seu “eu usual” quando está doente, quando está mais agitado (quantos bebés não se ressentiram com a agitação característica de quadras festivas, como o Natal?) ou quando está iminente um salto desenvolvimental.Existem nove componentes na avaliação do temperamento do bebé:
1. Nível de actividade: como e quanto o bebé se movimenta;
2. Rítmica ou regularidade: a previsibilidade dos ciclos biológicos de fome, sono e eliminação;
3. Aproximação ou afastamento: como o bebé responde inicialmente a estímulos novos, tais como um brinquedo, alimentos ou pessoas novas;
4. Adaptabilidade: quão facilmente uma resposta inicial é modificada perante uma situação nova ou alterada;
5. Limiar de responsividade: que quantidade de estimulação é necessária para evocar uma resposta?;
6. Intensidade de reacção: quão vigorosamente o bebé responde;
7. Qualidade do humor: o bebé é positivo ou negativo nas suas reacções?;
8. Distractibilidade: quão facilmente um estimulo irrelevante pode alterar ou interferir com o comportamento do bebé;
9. Tempo de atenção e persistência: quanto tempo é que o bebé dedica a uma actividade e a mantém perante obstáculos.
Estes componentes foram identificados graças a um estudo longitudinal desenvolvido por Alexander Thomas, Stella Chess e Herbert Birch, que acompanhou 133 bebés até à idade adulta, o Estudo Longitudinal de Nova Iorque (NYLS).Os nove componentes acima referidos deram, posteriormente, origem a três grandes padrões de temperamento:
1. Criança fácil
- Tem um humor de intensidade ligeira a moderada, geralmente positivo;
- Responde adequadamente à novidade e à mudança;
- Desenvolve rapidamente horários regulares de sono e alimentação;
- Aceita facilmente novos alimentos;
- Sorri a estranhos;
- Adapta-se facilmente a novas situações;
- Aceita a maioria das frustrações com pouca rabugice;
- Adapta-se rapidamente a novas rotinas e às regras de jogos novos.
2. Criança difícil
- Manifesta frequentemente humor intenso negativo; chora muitas vezes e alto; também se ri alto;
- Responde mal à novidade e à mudança;
- Dorme e come com irregularidade;
- Aceita lentamente novos alimentos;
- É desconfiada com estranhos;
- Adapta-se lentamente a novas situações;
- Reage às frustrações com birras;
- Ajusta-se lentamente a novas rotinas.
3. Criança de aquecimento lento
- Tem reacções de intensidade moderada quer positivas quer negativas;
- Responde lentamente à novidade e à mudança;
- Dorme e come com mais regularidade do que a criança difícil mas com menos regularidade do que uma criança fácil;
- Revela uma resposta inicial moderadamente negativa a novos estímulos (um primeiro encontro com uma pessoa nova, um local ou uma situação);
- Desenvolve gradualmente prazer por novos estímulos após exposições repetidas e sem pressão.
De acordo com os autores do estudo longitudinal, 40% das 133 crianças eram consideradas crianças fáceis, 10% crianças difíceis e 15% crianças de aquecimento lento. No entanto, 35% das crianças não se enquadravam em nenhum dos três grupos, sendo antes uma mistura de dois ou de todos.Se a Joana tivesse participado neste estudo, ela seria uma mistura dos três grupos. Por exemplo, tem um humor de intensidade ligeira a moderada, geralmente positivo (criança fácil), reage às frustrações com birras (criança difícil) e desenvolve gradualmente prazer por novos estímulos após exposições repetidas e sem pressão (criança de aquecimento lento).Refira-se igualmente que a categoria de “criança fácil” não é sinónimo de ausência de “problemas” desenvolvimentais ou de sucesso na vida adulta, tal como uma “criança difícil” não está destinada ao ostracismo ou a comportamentos desviantes.De acordo com os autores acima enunciados, a chave para um ajustamento saudável é o grau de (melhor) ajustamento, isto é, o encaixe entre o temperamento da criança e as exigências/constrangimentos ambientais com os quais a criança se depara no seu dia-a-dia.Assim, quando os pais reconhecem que o seu bebé age de um determinado modo não por preguiça, vontade ou perrice, mas principalmente devido ao seu temperamento, têm menos tendência a sentirem-se culpados, ansiosos, rígidos e impacientes. Assim, poderão avaliar, prever e ajudar a criança a adaptar-se ao contexto envolvente. Por exemplo, uma criança difícil necessita de uma ambientação mais prolongada à creche do que uma criança fácil.O temperamento, como já referimos acima, é inato. Mesmo no útero, os fetos demonstram em parte características de personalidade, através dos níveis de actividade e frequências cardíacas. Este facto foi demonstrado por estudo desenvolvido por Costigan&Johnson (1996), estudo esse que contou com relatos de futuras mães sobre a actividade dos seus filhos in útero.Para além da sua natureza inata, o temperamento é igualmente considerado estável, se bem que factores ambientais, como os cuidados parentais, poderão provocar alterações no temperamento do bebé. Por exemplo, o modo como a mãe se sente em relação aos seus diferentes papéis (mãe, esposa, filha, trabalhadora), afecta o temperamento da criança. Numa análise de dados do estudo longitudinal mencionado neste texto, as mães que estavam insatisfeitas com o seu emprego ou que estavam em casa permanentemente, tinham mais tendência para demonstrar intolerância, desaprovação ou rejeição em relação ao comportamento dos seus bebés de 3 meses, e as crianças “rejeitadas” estavam mais aptas a tornarem-se “crianças difíceis”. No entanto, a desaprovação não é necessariamente negativa. Num estudo desenvolvido em 1997 por quatro estudiosos, Park, Belsy, Putman e Crnic, crianças pequenas, primogénitos do sexo masculino, que tendiam a ser mais tímidas, tinham mais probabilidades de permanecerem desse modo aos 3 anos de idade, se os pais aceitassem bastante bem as reacções da criança. Se os pais eram mais críticos e pressionavam os seus filhos para novas situações, estes tendiam a tornar-se menos inibidos. Em suma, o que este estudo sugere é que os pais não precisam de aceitar passivamente o temperamento das crianças. Por vezes, ao tornarem-se mais “intrusivos” e menos “sensíveis”, eles poderão impulsionar a criança a ultrapassar determinados traços com vista a uma maior e melhor adaptabilidade aos diferentes contextos de vida.Em suma, temperamento é a predisposição inata, relativamente estável e sensível a aspectos do meio ambiente, da criança agir perante os estímulos com os quais se depara bem como o modo como os processa.Existem nove componentes na avaliação do temperamento do bebé bem como três grandes padrões de temperamento. Mais do que três grupos de classificação do temperamento, poderíamos sugerir um quarto grupo, pois que uma grande parte dos bebés manifestam traços dos diferentes grupos.O temperamento do bebé reveste-se de uma importância fulcral para os pais e educadores da criança uma vez que funciona como que um barómetro de como a criança reage perante os variados factores do meio circundante: a presença de estranhos, a aceitação de novos alimentos, os padrões de sono, entre muitos outros.Se para nós, pais, é essencial que os nossos filhos venham a desenvolver uma personalidade o mais saudável e adaptativa possível, é igualmente importante estarmos atentos à forma como o temperamento dos nossos filhos se manifesta. Por exemplo: O nosso filho gosta de brincar com as demais crianças ou prefere brincar sozinho?; O nosso filho reage negativamente a pessoas estranhas ou sorri-lhes com facilidade?.
Penso que uma das formas que está ao nosso alcance e que seguramente funciona é dar espaço e tempo ao bebé. O facto da criança preferir brincar sozinha não significa que ela tenha tendência para se isolar. A partir do momento em que tal começa a interferir com a sua sociabilidade, aí sim, poderemos assumir uma atitude mais activa, por exemplo, convidando alguns amiguinhos para brincarem com ela em sua casa, o espaço por excelência em que ela se sentirá segura o suficiente para “arriscar” novos comportamentos.Se o nosso filho reage negativamente a pessoas estranhas, importa dar-lhe espaço e tempo, tornando as aproximações pequenas e não súbitas, suaves e não forçadas.Muitas vezes penso no temperamento como sendo o nosso tempero. Imaginem um tempero a mais (por exemplo, sal a mais), sob a forma de pressionarmos a criança a algo para o qual ela ainda não se encontra preparada...o resultado não será, concerteza, positivo! Quer para nós, pais, mas sobretudo para a criança.
E que experiências é que vocês, pais, têm relativamente ao temperamento dos vossos filhos?
Etiquetas: desenvolvimento infantil
Mitos da gravidez - Parte I
Recordam-se quando engravidaram? Todas de nós, umas em maior grau do que outras, fomos presenteadas com inúmeros conselhos, sugestões, "do's" e "don'ts".
Alguns são pertinentes, enquanto muitos revelam-se infundados ou até mesmo surreais.
Quais foram os conselhos mais "estranhos" que receberam?
Este texto terá uma continuidade, como puderam ver pelo titulo...eu é que não sou a grávida! Mas penso que é de extrema utilidade debatermos estes temas entre nós, mães, e entre as futuras mamãs.
Etiquetas: gravidez


















